'El País': Cunha planeja usar regra de votação do impeachment como arma contra Dilma

Comissão acorda continuar debate madrugada adentro para encaminhar parecer do relator

Matéria publicada nesta segunda-feira (11) no El País, analisa que enquanto o Governo Dilma Rousseff tenta evitar o processo de impeachment, a situação na Câmara se complica para além do placar do plenário. É que os rumos desse processo estão nas mãos do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e ele, que se declarou opositor do Governo em julho do ano passado, não parece nada interessado em facilitar a vida de Dilma.

Segundo a reportagem, cabe a Cunha definir como vai ocorrer a votação sobre o impeachment no plenário da Câmara, esperada para começar na próxima sexta-feira. E ele promete revelar o procedimento — que envolve basicamente a ordem de manifestação de cada parlamentar na hora de votar — apenas no momento da votação. 

"Vou interpretar o regimento na hora", disse Cunha na noite de quinta-feira (7), revelando apenas que não pretende fazer chamada por ordem alfabética, como Ibsen Pinheiro fez na votação do impeachment de Fernando Collor, em 1992.

O jornal espanhol acrescenta que a especulação dá conta de que o presidente da Câmara pretende privilegiar, na ordem de chamada nominal para a votação, deputados de Estados mais inclinados para o impeachment, o regimento da Câmara estabelece que nesse caso "a votação nominal será feita pela chamada dos deputados, alternadamente, do norte para o sul e vice-versa". Assim, a votação a favor do impeachment ganharia números na frente, o que poderia influenciar o voto de indecisos, que não gostariam de ficar na história ao lado dos perdedores. Cunha nega a intenção de influenciar voto ao estabelecer o procedimento de votação: "Não entendo que qualquer forma de chamada beneficie a quem quer que seja".

Matéria baseada em reportagem do jornal El País. Para ler na íntegra, clique no link abaixo:

https://brasil.elpais.com/brasil/2016/04/08/politica/1460140995_879932.html

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