Cunha recorre ao STF para evitar oitiva de investigados da Lava Jato

A defesa do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), entrou nesta quarta-feira (6) com um mandado de segurança no STF, para tentar impedir que investigados na Operação Lava Jato prestem depoimento como testemunhas de acusação no processo disciplinar que tramita no Conselho de Ética da Casa contra o peemedebista. O pedido foi encaminhado à ministra Cármen Lúcia.

A petição chegou ao Supremo horas depois de integrantes do Conselho de Ética pedirem ao ministro Teori Zavascki autorização para que oito delatores da Lava Jato prestem depoimento ao colegiado.

Os advogados de Cunha argumentam que o objeto de investigação no conselho trata de suposta declaração falsa de Cunha à CPI da Petrobras sobre a titularidade de contas não declaradas na Suíça. Para a defesa do presidente da Câmara, que também é réu no STF, os delatores são "suspeitos e impedidos" para atuar na representação, pois pretendem se beneficiar criminalmente e não têm relação com o processo disciplinar.

O Conselho de Ética quer ouvir os lobistas Fernando Baiano, Júlio Camargo e Leonardo Meireilles. Este último tem depoimento marcado para esta quinta-feira (7). Meirelles é proprietário do Laboratório Labogen, e durante investigação da Operação Lava Jato, afirmou à Justiça do Paraná ter como comprovar transferências para contas de Cunha.

Impugnação

O advogado de Cunha, Marcelo Nobre, pediu, na noite de quarta-feira (5), ao Conselho de Ética a impugnação de todas as testemunhas indicadas pelo relator do caso no conselho, deputado Marcos Rogério (DEM-RO). Nobre também pediu a anulação do depoimento de Leonardo Meirelles.

O juiz Sérgio Moro, responsável pela investigação da Lava Jato, autorizou o conselho a ouvir seis investigados na operação como testemunhas no caso de Cunha. O relator quer ouvir os investigados que, nos depoimentos da Lava Jato, fizeram acusações contra Cunha.

* Da Agência Brasil

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