Relator do Conselho de Ética quer ouvir testemunhas em processo contra Cunha

Presidente da comissão fez críticas à tentativa de peemedebista dissolver órgão

O relator do processo que pede a cassação de Eduardo Cunha do Conselho de Ética, deputado Marcos Rogério (DEM-RO), sugeriu, em reunião dos membros nesta quarta-feira (30), que sejam ouvidas testemunhas antes da votação dos 21 integrantes da comissão.

Segundo Rogério, seriam ouvidas sete testemunhas sugeridas pelo Psol e Rede, partidos autores da representação contra Cunha, oito testemunhas da defesa do presidente da Câmara e quatro outras sugeridas pelo próprio relator.

Entre os depoentes estão o doleiro Alberto Youssef, o empresário Júlio Camargo e Leonardo Meirelles, ex-sócio de Youssef. Rogério quer ouvir inicialmente os dois últimos, que teriam afirmado, em delação premiada no processo originado da Operação Lava Jato, que Eduardo Cunha teria recebido propina depositada em contas no exterior.

Também está previsto o depoimento de dois advogados suíços. Neste caso, o presidente do conselho, deputado José Carlos Araújo (PR-PR), deverá decidir como eles serão ouvidos – por videoconferência, se possível, ou com a vinda deles ao Brasil, com passagens custeadas pela Câmara. Cabe ao presidente da Casa deferir a compra de passagens para o exterior.

Ao contrário das CPIs, o Conselho de Ética não pode convocar as testemunhas, apenas convidar, o que as desobriga de comparecer às reuniões.

Nesta quarta-feira (30), o presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araújo (PR-BA), fez duras críticas à tentativa de Eduardo Cunha de dissolver a comissão, com base nas novas configurações das bancadas partidárias decorrente da troca de legendas dos parlamentares. Cunha apresentou à Mesa Diretora projeto de resolução para reformular todas as comissões da Casa.

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