Brasil extradita ex-mafioso da Camorra para a Itália

Pasquale Scotti vive em Recife e foi condenado à prisão perpétua

O mafioso italiano Pasquale Scotti, membro de um braço da Camorra, foi extraditado pelo Brasil nesta quarta-feira (9) e deverá chegar nesta quinta-feira (10) a Milão, de acordo com fontes federais. Um dos mafiosos mais procurados pela Itália, Scotti foi preso em maio de 2015, em Recife, e deverá ser mantido em uma penitenciária na Itália, mas ainda não foi divulgada qual delas receberá o mafioso. O italiano era considerado o "braço-direito" do chefão da máfia napolitana, Raffaele Cutolo, até meados dos anos 1980, na "Nova Camorra Organizada".    

Em uma ação organizada pela seção de investigação sobre o crime organizado de Nápoles, com o grupo de Inteligência, a Interpol e as autoridades brasileiras, Scotti foi encontrado na cidade pernambucana. O mafioso tinha sido condenado e preso por ordenar o assassinato de uma dançarina, mas conseguiu escapar da cadeia em 1984. Seis anos depois, seu nome foi incluído na lista de fugitivos internacionais.    

Por comandar um grupo armado, o mafioso se envolveu em mais de 25 homicídios e, em 2005, recebeu uma sentença de prisão perpétua. A Justiça brasileira anunciou recentemente que tinha aceitado o pedido de extradição do ministro italiano Andrea Orlando e que o mafioso seria enviado ao seu país de origem até 19 de março. 

Mas, devido ao acordo de extradição entre Brasil e Itália, assinado em 1989, o detento não pode cumprir uma pena superior à permitida pela legislação brasileira, que é de 30 anos. Por isso, Scotti, de 57 anos, passará apenas três décadas na cadeira. 

O italiano morou por quase 20 anos no Brasil, onde trabalhava como empresário, levando uma vida confortável, porém bastante reservada. Na capital pernambucana, ele chegou a ter uma boate e uma loja de fábricas de artifício.

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