Eduardo Cunha diz que obstrução é gesto político normal

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, disse que a obstrução dos partidos de oposição às votações da Casa é um ato político normal. Na segunda-feira (7), o líder do DEM, deputado Pauderney Avelino (AM), confirmou que a oposição continuará obstruindo os trabalhos enquanto o Supremo Tribunal Federal não julgar os embargos da Câmara contra o rito definido pelo próprio STF para o processo de impeachment da presidente da República, Dilma Rousseff.

“Como presidente da Casa, vou colocar as matérias em pauta normalmente, sem problema nenhum. A obstrução é um gesto político, os partidos podem fazer e o fazem. O que vai acontecer? Se tiver número para superar a obstrução, supera. Se não tiver, não se vota”, explicou Cunha.

Ele informou que, provavelmente nesta terça-feira (8), a Câmara vai reiterar perante o Supremo os embargos relativos ao impeachment, nos mesmos termos dos recursos já apresentados. Questionado por jornalistas se o impeachment de Dilma seria apressado diante dos últimos desdobramentos da Operação Lava Jato, Cunha respondeu: “Não vai ser adiantado nem postergado; vai simplesmente seguir o curso que estava previsto.”

A oposição defende a legalidade da comissão especial do impeachment eleita pela Câmara em dezembro de 2015. Porém, o STF considerou inconstitucionais dois aspectos do processo de eleição do colegiado: a adoção de uma chapa avulsa de deputados — com nomes não indicados por líderes partidários — e a escolha por voto secreto dos integrantes da comissão.

Conselho de Ética

Sobre a notificação que recebeu em seu gabinete do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar para apresentar a sua defesa em relação ao processo movido contra ele pelo Psol, Cunha observou: “Eu mesmo chamei para ser notificado, sem problema nenhum.”

Repórteres perguntaram, a Cunha, se a tendência do PMDB na convenção nacional que o partido realizará no próximo fim de semana será a de “desembarcar” do governo da presidente Dilma. “O PT já está desembarcando, o PMDB talvez sim. Não sei”, respondeu.

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