Netanyahu mantém nomeação de Dayan como embaixador no Brasil

Na quinta-feira (14), o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, confirmou que Dani Dayan continua sendo, apesar da recusa do Brasil, o seu nomeado para ocupar o cargo de embaixador de Israel em Brasília.

O Brasil adotou a posição de postergar indefinidamente  a aprovação do Itamaraty a Dayan. Com isso, o país fica sem embaixador de Israel, e o segundo escalão da embaixada ficará responsável pelo relacionamento diplomático com o Brasil.

"Acredito que Dani Dayan é um candidato excepcionalmente qualificado. Ele continua a ser meu candidato. Acho que rotular pessoas é o próximo estágio após rotular produtos, e não quero rotular ninguém", justificou Netanyahu.

Contudo, diante do impasse com o Brasil, o primeiro-ministro destacou que pretende melhorar as relações com o país: "Na verdade, temos um relacionamento crescente. Espero que possamos fortalecer essas relações".

Dayan declarou, durante entrevista à rádio do Exército israelense, que ocupar o cargo não é mais uma função "desafiadora". "Entendo perfeitamente a situação. No último meio ano, o Brasil se deteriorou em todos os sentidos e se tornou bem menos importante e desafiador ser embaixador", disse Dayan na entrevista.

A polêmica sobre a nomeação do embaixador teve início em agosto. A forma com que Dayan foi escolhido desagradou o governo brasileiro. Ele foi anunciado por Netanyahu pelo Twitter, sem aviso prévio ao Itamaraty. Além disso, ele liderou, de 2007 a 2013, o conselho Yesha, que é representante dos 500 mil colonos israelenses na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental. A diplomacia brasileira é contra a política de ocupação dos territórios palestinos.

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