'El Pais': A crise política brasileira oferece um banquete para brindar a satírica festa do Carnaval

Matéria publicada nesta quarta-feira (13) no El País, por Juan Arias, comenta que apesar da crise, ou talvez por causa dela, o carnaval é ainda mais esperado este ano, mesmo com menos recursos econômicos, desperta um interesse especial para todas as classes sociais. É uma semana de bagunça e festa, em que não há dia nem noite, e a sensualidade fica em alta, acima de todas as ansiedades, medos e raivas da crise política e econômica, como um rito de exorcismo secular.

Dizem os especialistas, que a crise política e econômica que atingiu o Brasil em 2015, será homenageada na sátira dos compositores de letras de músicas das escolas de samba, cantores e comediantes. Esses poetas sempre encontram um terreno fértil em meio ao caos. O lema é a irreverência. A arma de sátira será mais difícil este ano, porque eles têm que ter em mente que estas são apenas figuras políticas e de negócios, e muitos deles já estão até na prisão. 

Segundo a reportagem, a política e a crise financeira já começaram a aparecer nas primeiras letras de algumas marchas inspiradas em personagens específicos, que têm encenado durante o ano que terminou as manchetes da mídia para o bem ou o mal. 

Das 611 músicas gravadas para competir no carnaval no Rio, por exemplo, 120 falam da presidente Dilma, Eduardo Cunha, Operação Lava Jato e corrupção. 

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