Operação da PF cai como uma bomba entre caciques do PMDB

A nova operação da Polícia Federal caiu como uma bomba na direção do PMDB nesta terça-feira (15). Logo cedo os caciques dispararam ligações entre si criticando a operação que desencadeou busca e apreensão nas residências do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e dos ministros Celso Pansera e Henrique Eduardo Alves. Também foram alvos dois políticos ligados ao presidente do Senado, Sergio Machado e o deputado Aníbal Gomes.

“É um espetáculo em cima PMDB. Vamos conversar e avaliar o que fazer”, repetiu, durante toda manhã, o presidente do Senado, Renan Calheiros, em ligações com ex-presidente José Sarney (PMDB-AP), o ministro Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) e os senadores Bezerra Coelho (PSB-PE) e Edison Lobão (PMDB-MA).

“Foi uma truculência”, queixou-se o senador Lobão, ao comentar a busca e apreensão com o presidente José Sarney.

O ex-presidente Lula, que tem previsto para esta quinta-feira um depoimento na operação Zelotes, sobre o envolvimento de seu filho, também se apressou em ligar para a direção do PMDB para tentar apaziguar os ânimos. Lula marcou um encontro com a direção do partido para esta quarta-feira ou quinta feira, quando estará em Brasília. Lula teme que a operação possa unificar o PMDB contra a presidente Dilma Rousseff.

A operação deflagrada na manhã desta terça-feira envolveu 53 mandados de busca e apreensão em vários estados. Os alvos principais foram o presidente da Câmara, dois ministros de Estado e dois senadores da República. O nome da operação - Catilinárias - faz referência a discursos célebres do cônsul romano Cícero contra o senador Catilina, que planejava tomar o poder e derrubar o governo republicano. 

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