Cunha nega que tenha dissolvido bloco de apoio ao governo liderado pelo PMDB

Acusado de articular a dissolução do maior bloco parlamentar de apoio ao governo na Câmara na terça-feira (6), depois da tentativa frustrada de análise dos vetos da presidente Dilma Rousseff, o presidente da Casa, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), negou nesta quinta-feira (8), que tenha participação no fim chamado "blocão".

"Quero desmentir que tenha participado da dissolução do bloco do PMDB. O bloco foi feito para a eleição da mesa e não tinha qualquer compromisso de se manter por toda a legislatura", afirmou o peemedebista, se referindo à aliança formada por PMDB, PP, PTB, PSC, PHS e PEN, que reunia 149 deputados federais.

Com o fim do bloco, o maior derrotado foi o líder da bancada peemedebista na Câmara, deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ), cujo poder para indicar dois nomes na reforma ministerial vinha sendo condicionado à sua capacidade de manter a base unida para aprovar as propostas do Planalto e manter os vetos.

Cunha também argumentou que "DEM, PRB e SDD já haviam saído" do blocão logo após sua eleição para a presidência da Câmara, em fevereiro, antes mesmo da decisão da maioria, tomada esta semana.

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Por Eduardo Miranda