Bolsonaro quer seu nome em pesquisas para o Planalto

Animado com pesquisa para lá de prévia feita pelo instituto MDA para as eleições presidenciais de 2018, o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), quer que seu nome seja mantido nas sondagens de todos os principais institutos do País. 

"Peço que contatem os institutos de pesquisa e solicitem manter (e incluir) meu nome nas próximas pesquisas. Estamos no G-4", diz o parlamentar em nota na coluna de Ilimar Franco, no jornal O Globo deste domingo (26).

Deputado considerado conservador e conhecido por episódios polêmicos, como o que disse à deputada Maria do Rosário que não a estuprava porque ela "não merece", Bolsonaro conta teria apoio, segundo a coluna, de movimentos considerados radicais contra o governo, como o 'Movimento Brasil Livre', o 'Revoltados Online' e o 'S.O.S. Forças Armadas'.

Os três pregam contra o comunismo, pelo combate à corrupção e contra a interferência do Estado na economia. O Revoltados elegeu Bolsonaro como maior porta-voz de suas ideias. O S.O.S. prega a intervenção militar. Todas essas organizações vão às ruas atacando as cotas, os nordestinos, os sem-teto e alguns usam símbolos como a suástica nazista.

A corrupção (nos governos do PT) e o descrédito do Congresso e dos partidos (pesquisa MDA) criam a química perfeita para o ressurgimento dessa força.

Contudo, o potencial de uma candidatura como a de Jair Bolsonaro (4,6%) ou do senador Ronaldo Caiado (1% nas pesquisas), diz o cientista político Alberto Carlos de Almeida, "não tem expressão real". Espiridião Amin (PPR) fez 2,7% dos votos no pleito de 1994.