Laudo da PF confirma erro em prisão da cunhada de Vaccari

O laudo de uma perícia realizada pela Polícia Federal (PF) confirmou que não é a cunhada do ex-tesoureiro João Vaccari Neto, Marice, quem aparece em vídeos fazendo depósitos à mulher dele, Giselda. Mas, sim, a própria Giselda. O juiz Sérgio Moro havia se baseado nessas imagens para prorrogar a prisão preventiva da cunhada de Vaccari, dizendo que não havia "margem para dúvidas" sobre a atuação de Marice. O Ministério Público tinha acusado a cunhada do ex-tesoureiro de ter mentido em depoimento ao negar os depósitos à irmã.

O dinheiro, que seria de propina da OAS, entrou na conta da mulher de Vaccari, Giselda, no mesmo horário do vídeo apontado como prova. A perícia foi concluída nesta terça-feira (26). Para identificar a identidade da mulher que aparecia no vídeo, um dos parâmetros usados era relacionado à estatura.

Para o Ministério Público Federal (MPF), os depósitos fazem parte de uma série de movimentações em que Giselda recebeu R$ 323 mil, que teria como objetivo o pagamento de uma “mesada” de fonte ilícita. A defesa de Giselda, por sua vez, alega que o movimento na conta dela é lícito. 

Marice teve um mandado de prisão temporária expedido no dia 15 abril e chegou a ser considerada foragida. Ela se entregou à Polícia Federal no dia 17 de abril - dois dias depois da prisão de Vaccari Neto, que está está no Complexo Médico-Penal em Pinhais, no Paraná. 

No dia 23 de abril, quando sua prisão revogada pela Justiça Federal, o Ministério Público Federal havia pedido que a prisão dela fosse transformada em preventiva, sem prazo para expirar.