Rio e SP têm novos atos contra os aumentos das passagens

Confrontos ocorreram em São Paulo, mas no RJ manifestação foi pacífica

O "4º Grande Ato Contra a Tarifa", protesto organizado pelo Movimento Passe Livre (MPL), teve início no fim da tarde desta sexta-feira na cidade de São Paulo. Cerca de 400 pessoas se reuniram no Theatro Municipal, na região central, para definir o trajeto a ser seguido. A Polícia Militar informou que tem 500 homens deslocados para o ato.

Em assembleia, os manifestantes decidiram que a passeata seguiria até a Prefeitura de São Paulo, no Viaduto do Chá. De lá, os manifestantes seguiriam para a Secretaria dos Transportes Metropolitanos (Rua Boa Vista), desceriam pela Avenida Brigadeiro Luis Antônio, caminhariam até a Câmara Municipal e, por fim, terminariam na Praça da República.

Por volta das 20h37, a polícia informou que, atrás do Theatro Municipal, rojões e bombas foram atiradas contra os agentes. Os manifestantes quebraram lixeiras e jogaram lixo nas ruas do Centro. A PM usou bombas de efeito moral para dispersar a passeata. Um grupo de mascarados quebrou a vidraça de uma agência do Bradesco perto da Praça da República.

Nesta manifestação, o MPL está sendo apoiado pelo Sindicato dos Metroviários de São Paulo. O presidente do Sindicato, Altino Prazeres, tomou a palavra durante a assembleia para criticar a atuação da PM nos protestos anteriores. Em dois deles, a polícia usou bombas de gás lacrimogêneo e disparou tiros de bala de borracha. "Tem muita gente dizendo que está com medo de vir ao protesto porque não quer apanhar da Tropa de Choque", bradou Altino.

O Sindicato e o MPL querem a readmissão dos 42 funcionários demitidos durante a greve de 2014. Eles também protestam contra o aumento de R$ 3 para R$ 3,50 nas passagens de ônibus, metrô e trem de São Paulo.

Protesto toma conta das ruas do Centro do Rio

No Rio, 2.000 pessoas confirmaram presença no protesto contra o reajuste das passagens. Desta vez, a concentração foi em frente ao Tribunal de Justiça, na Avenida Erasmo Braga. A marcha dos manifestantes chegou à Avenida Presidente Vargas por volta das 19h. 

Em seguida, eles seguiram pela Avenida Rio Branco, que foi interditada. Por volta das 19h30, a Avenida Almirante Barroso também foi fechada. O protesto era pacífico até esse horário. A chegada foi na Cinelândia.

Na chegada à Cinelândia, os manifestantes se dividiram em dois grupos. Um ficou nas escadarias da Câmara Municipal, e o outro seguiu pela Rua Araújo Porto Alegre, de volta ao Tribunal de Justiça, local da concentração inicial. Por volta das 20h15, a Avenida Presidente Antônio Carlos foi fechada nos dois sentidos, e reaberta 15 minutos depois.

No Tribunal de Justiça, os manifestantes gritaram palavras de ordem contra a prisão de ativistas no ano passado.