PGR cria grupo de trabalho para investigar políticos na Lava Jato

O procurador-geral da República (PGR), Rodrigo Janot, assinou portaria que cria um grupo de trabalho para, no prazo de seis meses, auxiliar o PGR na análise dos desdobramentos do caso conhecido como Operação Lava Jato em trâmite no Supremo Tribunal Federal. 

O grupo vai trabalhar em paralelo à força-tarefa já instituída para tratar da investigação em curso na primeira instância da Justiça Federal do Paraná. Os dois grupos atuarão em cooperação. 

Integram o grupo de trabalho oito membros: os procuradores regionais da República Douglas Fischer e Vladimir Aras; os procuradores da República Bruno Calabrich, Fabio Coimbra e Rodrigo Telles de Souza; e os promotores de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) Sergio Fernandes e Wilton Queiroz. O coordenador do grupo será o procurador regional Douglas Fischer. 

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A força-tarefa do Ministério Público Federal do Paraná, que tem atuado no caso, já obteve a aceitação de denúncias pela Justiça contra 39 acusados de envolvimento no suposto esquema, entre eles Paulo Roberto Costa, que dirigiu a diretoria de Abastecimento da Petrobras, e Nestor Cerveró, da área internacional, além de executivos ligados a empreiteiras. O doleiro Alberto Youssef também se tornou réu acusado de envolvimento no suposto esquema.

Youssef e Costa firmaram acordos de delação premiada com a Justiça, nos quais se comprometem a colaborar com as investigações em troca de redução de pena. Ambos disseram em depoimentos à Justiça Federal do Paraná que o esquema servia para desviar recursos a políticos e a partidos, como PP, PT e PMDB.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, só apresentará denúncias contra políticos acusados de envolvimento nas irregularidades ao STF a partir de fevereiro, quando acaba o recesso do Judiciário.