Justiça quebra sigilo de empresas do doleiro Youssef

Objetivo é rastrear dinheiro que pode ter sido desviado da Petrobras por empreiteiras

A Justiça Federal quebrou o sigilo bancário e fiscal de quatro empresas de fachada, controladas pelo doleiro Alberto Youssef - a GFD Investimentos, a Empreiteira Rigidez, a RCI Software e a MO Consultoria. O juiz Sérgio Moro informa na decisão que o objetivo é rastrear verba que teria sido desviada da Petrobras pelas empreiteiras. Elas seriam utilizadas para lavar dinheiro no esquema de pagamento de propinas, inclusive neste ano eleitoral.

De acordo com Moro, há provas de que as empreiteiras, organizadas em cartel, "frustaram licitações da Petrobras, manipularam o preço dos contratos, lavaram o produto do crime por intermédio de Alberto Youssef, e pagaram vantagem indevida a agentes públicos, como Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras”.

A Operação Lava Jato aponta Youssef, que foi preso ainda na primeira fase das investigações, em março, como o operador do esquema que definia preços e superfaturava obras realizadas pela estatal. O ex-diretor Paulo Roberto Costa, que deve comparecer à CPI no dia 2 de dezembro, seria o outro operador. 

Os dois fizeram acordo de delação premiada, para tentar reduzir suas penas. De acordo com eles, o esquema serviria para abastecer partidos - hipótese negada nesta sexta-feira por Fernando Baiano. 

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