Governo insiste em tratar Lava Jato como política, diz Aécio

O candidato derrotado à Presidência, senador Aécio Neves (PSDB-MG), afirmou que o governo da presidente Dilma Rousseff insiste em dar “tratamento político a um caso que é de polícia”. A afirmação foi feita em nota enviada à imprensa na tarde deste sábado.

Aécio procurou responder as declarações do Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que indicou que a oposição está tentando criar um “terceiro turno” ao usar a Operação Lava Jato da Polícia Federal como “palanque eleitoral”.

De acordo com o senador mineiro, as oposições continuarão “vigilantes e mobilizadas” para acompanhar as investigações da Polícia Federal e do Ministério Público e esperam que todos os envolvidos no escândalo “sejam efetivamente responsabilizados”.

Derrotado no segundo turno das eleições presidenciais em outubro, Aécio ainda afirma que há uma “aparelhamento irresponsável na estatal”.

“Para o partido e as oposições, tão importante quanto responsabilizar diretores da Petrobras que se transformaram em operadores do esquema, ou empresas que dele participaram, é identificar e punir os agentes públicos que permitiram o irresponsável aparelhamento da companhia e criaram as condições necessárias para a expropriação de recursos públicos, para dele se beneficiarem direta ou indiretamente”, informa Aécio.  

A sétima etapa da Operação Lava Jato prendeu 20 pessoas na última sexta-feira, sob suspeitas de envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras. Dentre elas, o ex-diretor da Petrobras, Renato Duque, além de presidentes e executivos das principais empreiteiras do País, como a OAS, Queiroz Galvão, Camargo Correa, Mendes Junior e UTC.