Sequestrador de hotel no DF tem histórico de surtos, segundo a mãe

O homem que mantém um refém com explosivos e uma arma no hotel St. Peter em  Brasília, desde a manhã desta segunda-feira, foi identificado por conhecidos como Jac Souza dos Santos. Segundo o presidente municipal do PP, o vereador Lindon Jonson Miguel da Silva, a família relatou que o sequestrador tem histórico de surtos.

“A gente ficou surpreso ao ver, mas a mãe dele confirmou que ele tem esses surtos.... Mas ele sempre aparentou ser um cara sossegado, um bom amigo, que faz parte do diretório do PP, que sempre teve muitas ideias para a nossa região”, afirmou Lindon Jonson Miguel da Silva.

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Além de ser integrante da diretoria municipal do PP da cidade de Combinado, no Tocantins, Jac também já atuou como secretário da Agricultura da prefeitura, por cerca de um ano, após perder a eleição para vereador, quando recebeu apenas 50 votos. 

“Ele mora em uma chácara com a mãe dele, na região rural, ainda mora por aqui, trabalhando com hortas”, afirma o vereador.

Jac fez um funcionário refém na manhã de hoje no Setor Hoteleiro Sul, região central de Brasília. Afirmando ser um terrorista, o sequestrador colocou um colete com supostos explosivos na vítima e ameaça detoná-los no hotel St. Peter. Ele ameaça ainda a vítima com uma pistola.

Três homens da Polícia Civil tentam negociar a rendição do sequestrador, que pede a aplicação imediata da lei ficha limpa e a extradição de Cesare Battisti para a ITália.

A polícia tem quase certeza de que são explosivos. O sequestrador deu um prazo para aceitarem as exigências, e disse que o prazo estaria se aproximando do final. Ele aparenta estar mais nervoso, e jogou algo que parecia ser uma bolinha de papel em uma das vezes que saiu na sacada.

O homem está em um quarto do 13º andar do hotel e leva o refém com frequência para a sacada. O funcionário, que aparenta ter cerca de 60 anos, mostra as algemas para fotógrafos e cinegrafistas que estão em frente ao prédio.

Os hóspedes foram comunicados por volta de 9h30 que deveriam deixar o hotel. “Por volta de 9h30 eu estava no quarto e pediram para sair rápido por causa de um vazamento de gás. (…) No térreo que ficamos sabendo que um sujeito fez refém uma camareira e que um mensageiro do hotel teria se colocado no lugar”, relatou o médico Yoshio Asanuma, que participava de um congresso de cardiologia no hotel.

O hotel St. Peter é o estabelecimento que ofereceu emprego ao ex-ministro José Dirceu em 2013, com um salário de R$ 20 mil. Dirceu, condenado no processo do mensalão, está preso no Complexo da Papuda, em Brasília. Na época, a TV Globo denunciou que o hotel era presidido por um "laranja": José Ritter, que mora em um bairro pobre do Panamá.