Ex-tesoureiro do PL recebe proposta de emprego de R$ 1.250

Jacinto Lamas é o segundo condenado no mensalão a pedir para trabalhar fora da prisão

O ex-tesoureiro do PL (atual PR) Jacinto Lamas, condenado a cinco anos de prisão no julgamento do mensalão, recebeu uma proposta para trabalhar como assistente administrativo em uma empresa de engenharia de Brasília. De acordo com documentação apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira, Lamas poderá receber um salário de R$ 1.250, mais vale-transporte e vale-alimentação no valor de R$ 11 por dia.

O presidente do STF e responsável pela execução das penas do mensalão, ministro Joaquim Barbosa, ainda não se manifestou em relação ao pedido. Propostas de outros réus, no entanto, têm sido enviadas para análise da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Vara de Execuções Penais (VEP) do Distrito Federal, designada por Barbosa para acompanhar questões menores da execução.

De acordo com a proposta, Lamas recebeu a oferta por “ter experiência na área, saber lidar com números, trabalhar sob pressão”, além de poder “esclarecer dúvidas sobre a parte financeira”. O ex-tesoureiro foi condenado por lavagem de dinheiro.

O dono da Mísula Engenharia, João Marques da Cruz Neto, afirmou que conheceu Jacinto Lamas em uma igreja e se ofereceu para ajudá-lo. Segundo os documentos, a entrevista de emprego foi realizada no dia 16 de setembro, dois meses antes dele ser preso e levado ao Complexo Penitenciário da Papuda.

Lamas já havia enviado pedido para trabalhar durante o cumprimento do regime semiaberto na semana passada. No entanto, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, indeferiu porque as propostas enviadas não continham todas as informações necessárias, como salário ou especificações do trabalho.