Advogado estranha ação do Banco Central em controvérsia judicial no STF

"O Banco Central, embora em sentido estrito não se confunda com uma agência reguladora (carece de independência), tem a função de fiscalizar as instituições financeiras. Como pode o agende fiscalizador do estado tomar partido, em favor dos fiscalizados, em uma controvérsia judicial?  O Banco Central chegou a fornecer, recentemente, um documento (utilizado pelos bancos para tentar uma liminar no recesso de julho do Judiciário) que sugeria risco sistêmico se as ações não fossem suspensas. É um absurdo ver o Banco Central envolvido nisso".

O comentário é do jurista Luiz Fernando Pereira ao tomar conhecimento de que o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, esteve reunido com o presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, defendendo a manutenção da validade dos planos econômicos editados em governos passados. 

Luiz Fernando é o único advogado que tem procuração nos três processos que vão a julgamento, amanhã, quarta-feira, dia 27, no Supremo Tribunal Federal sobre os planos econômicos. Ele advoga para os poupadores lesados com a edição dos planos econômicos Cruzado (1986), Bresser (1998), Verão (1989), Collor 1 (1990) e Collor 2 (1991).