SP: polícia quer ouvir seguranças e dono de boate sobre morte de jovem

A Polícia Civil de São Paulo pretende identificar e ouvir os seguranças da boate Vitrini Show e o dono da casa noturna a respeito da morte de Ewerton Leandro de Castro Nogueira, morto na madrugada do último domingo. O jovem de 25 anos morreu ao sair da boate. 

Ele foi enterrado na manhã desta segunda-feira, no cemitério da Vila Alpina. O sepultamento, que estava agendado para meio-dia, foi antecipado para as 11h e contou com a presença de amigos e familiares, que prestaram a última homenagem ao jovem.

Segundo o delegado titular Mario Moretti, três amigos de Ewerton também serão ouvidos. O caso chegou ao 21º DP, na Vila Matilde, zona leste de São Paulo, na manhã desta segunda-feira, após ter sido registrado pelo plantão do 10º DP. Políciais informaram que imagens de câmeras de segurança da região serão solicitadas para ajudar na investigação.

De acordo com o exame do Instituto Médico Legal (IML), as causas da morte foram choque hemorrágico, traumatismo abdominal e ruptura hepática causada por agente contundente.

Ewerton estava com em uma casa noturna localizada na avenida Antônio Estêvão de Carvalho. O jovem se envolveu em uma discussão com outro grupo de rapazes, foi levado por seguranças e depois foi encontrado morto em uma vala em frente ao estabelecimento.

Segundo a Polícia Civil, a confusão começou quando cerca de 15 jovens que estavam em um camarote começaram a jogar cubos de gelo na pista. Ewerton e dois de seus amigos foram atingidos, e o vendedor discutiu com os rapazes. Em seguida, ele foi retirado à força pelos seguranças da boate.

Os amigos de Ewerton disseram ter visto os seguranças entrando com o vendedor em uma pequena sala dentro do bar. Duas das testemunhas foram embora sem saber o que havia acontecido com o vendedor, mas um dos rapazes deixou a boate mais tarde - por volta das 5h - e, ao sair, viu o amigo caído em uma vala, desacordado.

Em 16 de maio deste ano, outras duas mortes aconteceram próximo à boate Vitrini. Dois clientes foram baleados na porta da casa noturna e o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga o caso.

“Quero que eles se pronunciem na polícia com todos os que trabalharam na noite em que meu filho foi morto. Aquilo é um antro”, desabafou o pai de Ewerton, Ogival Nogueira.

O advogado contratado pela família da vítima, Ademar Gomes, entende que houve crime doloso com várias qualificadoras e deverá requerer a prisão preventiva dos envolvidos. A polícia já está com equipes na rua em busca de pistas.

A direção da boate Vitrini Show nega estar envolvida com a morte de Ewerton e diz que os seguranças da casa não agrediram o jovem.