SP: jovem morto após discussão em boate é enterrado; pai pede respostas

O corpo de Ewerton de Castro Nogueira, 25 anos, morto na madrugada do último domingo ao sair de uma casa noturna na Vila Matilde, zona leste de São Paulo, foi enterrado na manhã desta segunda, no cemitério da Vila Alpina. O sepultamento, que estava agendado para meio-dia, foi antecipado para as 11h e contou com a presença de amigos e familiares, que prestaram a última homenagem ao jovem.

Durante o velório, que foi realizado no Cemitério da Quarta Parada, o pai de Ewerton falou com a imprensa e disse acreditar que seu filho tenha sido espancado pelos seguranças da boate Vitrini Show. Segundo Ogival Nogueira, que mostrou o exame do Instituto Médico Legal, as causas da morte de seu filho foram nitidamente por espancamento.

“Pelo agravante, pelas pancadas que deram, me informaram que foi dentro da casa noturna. Vamos deixar a investigação ir para cima. Mas tem que achar quem fez isso”, afirmou Ogival.

De acordo com o exame, as causas da morte são choque hemorrágico, traumatismo abdominal e ruptura hepática causada por agente contundente.

Ewerton de Castro Nogueira, estava com mais três amigos em uma casa noturna localizada na avenida Antônio Estêvão de Carvalho. O jovem se envolveu em uma discussão com outro grupo de rapazes, foi levado por seguranças e depois foi encontrado morto em uma vala em frente ao estabelecimento.

Segundo a Polícia Civil, a confusão começou quando cerca de 15 jovens que estavam em um camarote começaram a jogar cubos de gelo na pista. Ewerton e dois de seus amigos foram atingidos, e o vendedor discutiu com os rapazes. Em seguida, ele foi retirado à força pelos seguranças da boate.

Os amigos de Ewerton disseram terem visto os seguranças entrando com o vendedor em uma pequena sala dentro do bar. Duas das testemunhas foram embora sem saber o que havia acontecido com o vendedor, mas um dos rapazes deixou a boate mais tarde - por volta das 5h - e, ao sair, viu o amigo caído em uma vala, desacordado.

Ewerton foi levado ao Hospital Municipal do Tatuapé, mas já estava morto. A Polícia Civil investiga o caso e apura quem agrediu o vendedor. A morte de Ewerton foi registrada no 16º DP (Penha) como homicídio simples.

Segundo o pai do jovem, Ewerton não gostava de brigar, apesar de praticar boxe. “Ele era da paz, mas brigava muito bem. Apesar do boxe, ele não gostava disso”, explicou Ogival. Ewerton deixa um filho de 2 anos e meio.

O pai da vítima explicou como ficou sabendo da morte do filho. “Me ligaram por volta das 4h30, mas não atendi. Fui saber apenas às 6h30, quando me avisaram. Então fui para o hospital do Tatuapé identificar o corpo”, lembrou Ogival.