PSB exibe nesta quinta-feira (10) programa com Rede

Será a primeira propaganda de TV com os dois partidos

O PSB vai sacramentar nesta quinta-feira (10/10) a união com os representantes da Rede Sustentabilidade com a exibição em cadeia de rádio e TV do primeiro programa partidário após a união de Eduardo Campos e Marina Silva. Será mostrado no programa, que terá duração de 10 minutos, que a gestão de Dilma Rousseff acabou patinando e deixando para trás os ganhos que o país teve nas últimas décadas.

Campos vai falar da falta de planejamento, dos problemas da educação, saúde e da qualificação da mão de obra. Logo de início o programa faz uma série de questionamentos: “Onde está aquele país que há alguns anos despertou a admiração do mundo? Que um dia levou um homem do povo ao poder e que agora sente que o poder não fala a língua do povo?  Além das críticas, o programa vai mostrar ainda a adesão de Marina ao PSB.

Serão exibidos imagens e discursos de Marina assinando sua ficha de inscrição no PSB e diversas partes de seu discurso no evento. A parte reservada à Marina será de aproximadamente um terço dos dez minutos, onde ela deverá explicar a seus correligionários da Rede porque optou por ingressar no PSB. O programa servirá também de termômetro para saber se houve algum impacto nas candidaturas de Campos e Marina.

O programa terá um ar de festa e comemoração, embora nesses primeiros dias de convivência de Marina e Eduardo Campos tenha sido de um prenúncio de turbulência. Marina afirmou em diversas entrevistas dando a entender que Eduardo Campos poderá lhe ceder o lugar de candidato à presidência com a expressiva frase “nós dois somos possibilidades”. Essa declaração, sem pedir licença, motivou uma resposta do secretário-geral do partido, Carlos Siqueira, afirmando que Campos era o candidato à presidência.

Marina também deixou o PSB numa saia justa com os aliados do partido, como Ronaldo Caiado (DEN), em Mato Grosso,  e a família Bornhausen, em Santa Catarina. Para completar ela já vem empurrando o deputado federal Reguffe (PDT-DF) como candidato ao governo de Brasília, sem se importar com as reações de Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), candidato natural do partido ao governo da capital.