'Eles estão refazendo as suas contas', diz Campos sobre adversários

A filiação de Marina Silva ao PSB jogou de vez o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, na campanha eleitoral. O socialista, que vinha ensaiando um discurso tímido de contraponto ao governo Dilma Rousseff, aproveitou a chegada de Marina para escancarar sua candidatura à Presidência da República em 2014. 

“Estou consciente dos passos que temos que dar. Aqueles que esperavam nos colocar fora do processo, estão refazendo as suas contas”, alfinetou o pernambucano, em referência às dificuldades enfrentadas pela nova aliada para criar seu partido, a Rede Sustentabilidade. “Aqueles que esperavam que um julgamento iria matar a Rede, vêem hoje a Rede se agigantar”.

Aproveitando a imagem criada pelos apoiadores de Marina, de uma política ética ligada às questões sociais, Campos tomou como referência as manifestações populares de junho para dizer que sua companheira de chapa personifica a mudança que a sociedade clamou quando foi às ruas.

“Quem entendeu o que as ruas do Brasil em alto e bom som disseram, quem entendeu o que aconteceu no Brasil em junho, não tem nenhuma dificuldade de entender o que ocorrer aqui hoje. O que ocorre aqui hoje é o desejo de discutir o Brasil. Quero melhorar a política, alguém que traga pureza, que traga a voz das ruas. Tenho clareza que nós aqui estamos recebendo a Rede no PSB para fazer a aliança programática porque reconhecemos a Rede como algo necessário para melhorar a política no Brasil”, disse Campos.

O governador admitiu que foi pego de surpresa com a decisão de Marina e que ela “não foi fácil”. “Essa não é a decisão mais fácil, que preserva a sua persona, a sua relação com milhares de jovens irrequietos no País, de muitos que conviveu ao longo da caminhada. Não é a decisão mais conveniente. Talvez não seja a decisão de maior agrado para quem olha para cena de maneira ligeira. Mas essa é a melhor decisão para que a gente possa enterrar a velha política no Brasil”, disse Campos, em alusão ao discurso que a própria Marina havia feito minutos antes sobre “enterrar a velha República”.

O socialista afirmou ainda que vai andar “lado a lado” com Marina pelo País. “Vamos andar o Brasil juntos, lado a lado, para espalhar esperança. Para nos ajudarem a fazer o que o Brasil precisa. Preservando as conquistas, cuidar do que o Brasil clama”, disse.