Mutirão do CNJ no Amazonas liberta 269 presos provisórios 

O Conselho Nacional de Justiça informou que, na primeira semana do mutirão carcerário que vem sendo realizado no Amazonas, desde o último dia 17, foram libertados 269 presos provisórios (ainda não julgados)que permaneciam detidos irregularmente. O índice de presos provisórios do Amazonas, de 54%, está acima da média nacional, que é de 35,6%,conforme dados do Sistema Integrado de Informações Penitenciárias (Infopen), do Ministério da Justiça.

O mutirão carcerário já revisou um total de 911 processos, dos quais 826 de presos ainda não julgados e 85 de condenados. Dos provisórios,269 foram soltos, 380 tiveram benefícios negados, e 177 terão a situação analisada mais minuciosamente pela equipe do CNJ, que atua em parceria com o Tribunal de Justiça do Amazonas, com o Ministério Público e a Ordem dos Advogados do Brasil. Em relação aos condenados,foram libertados 10 presos cujas penas já tinham expirado.

Segundo a juíza do Tribunal de Justiça do Maranhão Samira Heluy,designada pelo CNJ para coordenar o mutirão, a meta é revisar os processos de todos os mais de 8 mil presos do Amazonas até o dia 18 de outubro, quando se encerrarão os trabalhos.