Pesquisa: aprovação de Sérgio Cabral segue despencando, diz Instituto GPP

As recentes polêmicas e denúncias envolvendo Sérgio Cabral continuam repercutindo nas pesquisas de avaliação do seu governo e nas de intenções de voto. De acordo com dados divulgados pelo Instituto GPP, apenas 11,2% dos entrevistados aprovam a atuação de Cabral. Já 55,2% acham seu governo ruim ou péssimo. Na capital, os percentuais são ainda mais significativos: apenas 8,3% de aprovação, contra 60,6% que o consideram ruim ou péssimo.

Os protestos atingem também o prefeito Eduardo Paes: na capital, somente 16,9% aprovam sua administração, contra 48,5% que a consideram ruim ou péssima.

A mesma pequisa mostra que 39,5% dos entrevistados não têm candidatos para as eleições ao governo. O senador Lindbergh Farias (PT) aparece em primeiro entre os que definiram seu voto, com 16,4% das intenções. Na sequência aparecem Anthony Garotinho (15,2%), Fernando Gabeira (14,4%), o ex-prefeito Cesar Maia (8,4%), o vice-governador Luiz Fernando Pezão (3,4%) e o deputador federal Miro Teixeira (2,9%).

Na capital, Gabeira aparece na frente, com 18,9%. Em seguida vêm Lindbergh (14,6%), Garotinho (8,7%), Cesar Maia (7,6%), Pezão (3,3%) e Miro Teixeira (3,2%).

Nas pesquisas para a presidência, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva surge com 29,2% das intenções de voto, seguido de Marina Silva, com 17,8%. A presidente Dilma Rousseff vem em terceiro lugar, com 13,2%, seguida de Aécio Neves (6,2%), José Serra (4,7%) e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (1,2%).

A pesquisa do Instituto GPP mostra que 38,8% dos entrevistados votariam num candidato do PT apoiado por Lula e Dilma. Já 26,3% não votariam em nenhum candidato apoiado pelo PT ou pelo PSDB.

Os recentes protestos e as pautas de reivindicações também foram alvo da pesquisa: 80% dos entrevistados aprovam as manifestações. A grande maioria também aprova as Olimpíadas e a Copa do Mundo no Rio (72,1% e 72,7%, respectivamente). Com relação à administração do Maracanã, o público mostra-se dividido: 37,3% acham que os clubes devem estar à frente, enquanto que 35% apoiam o governo, através da Suderj. Apenas 9,8% aprovam que o estádio seja administrado por uma empresa privada.

A confiança nas instituições também foi tema do levantamento. O Congresso obteve os piores percentuais: 67% têm baixa confiança na Câmara dos Deputados e 69%, no Senado. A polícia Militar conta com a confiança de 61% dos entrevistados, já 37,2% admitem não confiar nos policiais. Os bombeiros surgem como a instituição que mais conquista a confiança dos entrevistados: 94,4%. Eles vêm seguidos do Exército, com 87,3%, da Igreja Católica, com 84,6%, e das igrejas evangélicas, com 75,6%.