PM morta em chacina havia denunciado colegas, diz comandante

O comandante do 18º Batalhão da PM, coronel Wagner Dimas, que era chefe da cabo da PM Andreia Regina Bovo Pesseghini, 35 anos, afirmou nesta quarta-feira, em entrevista à rádio Bandeirantes, que ela havia denunciado alguns colegas que estariam envolvidos com roubos a caixas eletrônicos, em São Paulo. Andreia foi encontrada morta na última segunda-feira junto do marido, o sargento das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) Luis Marcelo Pesseghini, 40 anos, do filho, Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, 13 anos, da mãe, Benedita de Oliveira Bovo, 65 anos, e da tia Bernadete Oliveira da Silva, 55 anos.

A Polícia Civil investiga o crime, mas tem como principal hipótese a que aponta para o garoto como responsável pelas mortes. Ele teria matado os pais, a avó e a tia-avó entre a noite de domingo e a madrugada de segunda-feira, ido à escola na manhã de segunda, voltado para casa e cometido suicídio.

Entretanto, o coronel Dimas diz que não está "convencido" de que Marcelinho, como era conhecido o menino, seja o autor da chacina. "Eu estive no local, participei, vi as primeiras viaturas chegarem no local do crime. Eu estou ainda, digamos assim, aguardando uma sequência natural, (dar) tempo ao tempo para entender que talvez não seja aquilo ali", disse o comandante.

"Hoje, eu não estou de todo convencido", afirmou. O coronel Dimas também disse que não descarta que as denúncias feitas por Andreia tenham relação com os assassinatos.