Mais Médicos: 938 brasileiros confirmaram participação no programa

O Ministério da Saúde anunciou na tarde desta terça-feira que 938 médicos que atuam no Brasil confirmaram participação no programa Mais Médicos, que tem como objetivo levar profissionais a municípios do interior ou periferias de grandes cidades. Este foi o ciclo que restringiu a participação a quem possui diploma válido no País.

A quantidade de médicos confirmados no programa representa 53% dos que haviam indicado entre seis cidades de preferência na fase anterior. Até então, 1.753 profissionais haviam demonstrado interesse em atuar em 626 municípios.

Dentre os que confirmaram participação, pouco mais da metade (51,8%) optaram por atuar nas periferias das grandes cidades e regiões metropolitanas. Os demais seguirão para 404 cidades do interior do País. A quantidade de profissionais ainda representa apenas 6% da demanda  de 15.460 médicos para completar os quadros na atenção básica do Sistema Único de Saúde (SUS).

A partir de hoje, os profissionais formados no exterior e que finalizaram o cadastro no programa poderão se candidatar a vagas não ocupadas pelos médicos brasileiros. A listagem final de profissionais e municípios que participaram da primeira fase de seleção do programa foi divulgada ontem no site do Ministério da Saúde.

Lançado em julho, por medida provisória, o programa Mais Médicos tem como meta levar profissionais para atuar durante três anos na atenção básica à saúde em regiões pobres do Brasil, como na periferia das grandes cidades e em municípios do interior. Para isso, o Ministério da Saúde pagará bolsa de R$ 10 mil.

O programa também prevê a possibilidade de contratar profissionais estrangeiros para trabalhar nesses locais, caso as vagas não sejam totalmente preenchidas por brasileiros. A medida tem sido criticada por entidades de classe, sobretudo, pelo fato de o programa não exigir a revalidação do diploma de médicos de outros países.

O Mais Médicos estabelece investimentos em hospitais e unidades de saúde, que somados à contratação de novos profissionais totalizará um investimento da União de R$ 15,8 bilhões até 2014. De maneira detalhada os investimentos se distribuirão da seguinte forma: R$ 7,4 bilhões para construção de 818 hospitais, 601 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e quase 16 mil unidades básicas; R$ 5,5 bilhões para construção, reforma e ampliação de unidades básicas e UPAs; e também R$ 2,9 bilhões para construção de 14 novos hospitais universitários.