Com baixa adesão à greve, sindicato diz que médicos foram ameaçados no AM

A greve dos médicos prevista para acontecer nesta terça-feira em Manaus (AM) com a participação de aproximadamente 1 mil profissionais teve a adesão de cerca de 200 pessoas. Segundo o Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam) os trabalhadores estariam sendo ameaçados pelos gestores caso integrassem a paralisação.

"Recebemos essa informação de colegas e vamos denunciar porque isso é ilegal", disse Mário Viana, presidente do Simeam. Ele ainda confirmou que a greve só afetou os serviços eletivos. "Urgências e emergências estão funcionando normalmente", confirmou Viana.

Os médicos cruzaram os braços por volta das 9h, do horário local. O grupo se concentrou em frente ao Hospital e Pronto Socorro 28 de Agosto com faixas e cartazes.  Em alguns momentos os médicos fecharam a avenida Mario Ipiranga Monteiro, que passa em frente ao hospital.

Eles ainda fizeram uma caminhada até a frente do palácio Rio Branco, no centro, onde havia a informação de que o prefeito Artur Neto despacharia. Os médicos querem audiência com o prefeito para discutir a chamada de profissionais por meio de um processo seletivo. "Ainda existe um concurso em vigor e a prefeitura não pode contratar médicos por meio de processo seletivo se existem concursados que ainda não foram convocados", explicou Mario Viana,  presidente do Simeam.

Amanhã os médicos continuam com a greve. Eles devem ser recebidos pelo governador do Amazonas, Omar Aziz.

A mobilização em Manaus faz parte da greve geral marcada para hoje e amanhã em todo o País pelas entidades médicas como forma de protestar contra o programa Mais Médicos, do governo federal, que prevê a contratação de profissionais formados no exterior sem passar pela revalidação dos diplomas.