SP: 'não vamos varrer nada para baixo do tapete', diz SSP sobre corrupção

O secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Fernando Grella, disse nesta quinta-feira que firmou um compromisso com a Polícia Civil de combate à corrupção. Em divulgação de balanço criminal no Estado no mês de junho, Grella foi questionado sobre os 13 policiais investigados por envolvimento com o tráfico de drogas na capital paulista e em Campinas, interior de São Paulo. Segundo ele, as investigações seguem em curso e a SSP não vai "varrer nada para baixo do tapete".

"Queria destacar que a prisão temporária não significa a isenção de culpa e que não vai haver a prisão efetiva. Temos o compromisso com o combate à corrupção e isso foi formalizado com a Polícia Civil. É um compromisso que entendemos que devemos expressar e ter que perseguir esse objetivo. Nosso compromisso é de combate À corrupção e não vamos varrer nada por baixo do tapete", disse.

Dos 13 policiais que receberam mandado de prisão temporária, apenas nove foram detidos. Porém, três deles foram soltos. Questionado sobre ter havido "excesso" na prisão desses policiais, Grella negou e disse que só cumpriu um mandado judicial.

"Não houve excessos porque a prisão veio de uma ordem judicial. O juiz mandou prender e demos apoio e respaldo. É uma questão judicial. Temos, nos limites das atribuições, que apoiar as investigações. Houve mandados de prisão e a corregedoria cumpriu essa ordem", afirmou.

A Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo indiciou 14 policiais militares acusados de agressão, tortura e abuso sexual contra moradores de São José de Campos (SP). Os crimes foram cometidos em janeiro deste ano, quando os policiais foram chamados para reforçar o patrulhamento na cidade durante a desocupação de milhares de famílias que viviam em uma área na cidade conhecida como Pinheirinho.

Entre os indiciados está um policial do Comando de Operações da Polícia Militar (Copom) de São José dos Campos, acusado de prevaricação (quando um funcionário público deixa de cumprir a função). Ele atendeu a um chamado, pelo telefone 190, de uma das vítimas, e não deu a devida atenção ao caso. Dois policiais, entre eles um tenente e um sargento, foram indiciados por abuso sexual.

Quando questionado sobre a demora do indiciamento dos policiais, Grella afirmou que precisou aguardar os procedimentos burocráticos. "Não houve demora porque estamos sujeitos a cumprir a lei. A investigação decorreu nos termos da lei e a Polícia Militar tem cerca de 90 mil homens e um comando que não compactua com desvios de conduta. Tivemos neste ano 149 PMs presos e 55 expulsos por iniciativa da corregedoria. Volto a dizer que nosso propósito é não varrer nada para baixo do tapete", afirmou o secretário.