Manifestantes da #RevoltaDoBusão protestam em Natal

Centenas de manifestantes de Natal, no Rio Grande do Norte, aderiram na última sexta-feira à manifestação convocada pelas redes sociais pelo grupo #RevoltaDoBusão, e caminharam pelas ruas da cidade em protesto por melhorias na área dos transportes.

Na página do protesto no Facebook, os manifestantes exigem, entre outras demandas, passe livre para estudantes e desempregados, retorno de linhas extintas, fim das empresas privadas, redução das tarifas em toda a região metropolitana, melhorias na acessibilidade e integração, circulação de ônibus 24 horas por dia e construção de corredores exclusivo de ônibus e ciclovias.

No evento criado para convocar os internautas, mais de 3 mil pessoas confirmaram participação no protesto, que teve início por volta das 16h em frente à parada do ônibus circular da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

De lá, o grupo decidiu caminhou pela BR-101 bloqueando a via, e o ato pacífico foi acompanhada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Os manifestantes partiram então Câmara Municipal de Natal, e acabaram entrando em confronto com a polícia, que usou balas de borracha e bombas de efeito moral para dispersar os manifestantes. O grupo revidou com pedras. Um novo protesto ainda está previsto para a próxima segunda-feira, 22, na Câmara Municipal.

Ocupação da Câmara

Na manhã de quinta-feira, manifestantes do grupo #RevoltaDoBusão ocuparam o prédio da Câmara Municipal de Natal. O grupo tinha três pautas como reivindicações principais: redução da tarifa de ônibus para R$ 2, ampliação do prazo de discussão do projeto de lei do transporte público de 10 para 100 dias, e a realização de uma auditoria externa e pública no Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros (Seturn).

Em nota, a Câmara afirmou que apesar de a Mesa Diretora ter atendido prontamente a todas as reivindicações, os manifestantes descumpriram o acordo de desocupar o prédio, e que em razão disso a Guarda Legislativa teria feito da desocupação do prédio.

Já os manifestantes afirmaram que haviam pedido 20 minutos para analisar o documento enviado por vereadores da Câmara e que, antes que o prazo acabasse, a guarda municipal agrediu os manifestantes.

"Mesmo dizendo que iríamos sair da Câmara, os policiais continuaram a pancadaria, chegando a quebrar o braço de um companheiro", afirmou o movimento pelo Facebook. "Dentro da sala, todos os manifestantes se abraçaram, ficaram de joelhos e mesmo assim foram agredidos", afirma o grupo.

Em resposta às acusações, a Câmara afirmou que "os eventuais excessos de ambos os lados na desocupação do prédio serão apurados pelas instâncias competentes, inclusive mediante abertura de sindicância interna".