Ministro diz que é preciso remover os bloqueios nas estradas 

O governo federal defende o uso da força para a retirada das barreiras que caminhoneiros estão fazendo em rodovias de oito estados brasileiros nesta terça-feira. Pela manhã, um grupo de entidades ligadas aos caminhoneiros se queixaram ao governo dizendo que “uma minoria” está fazendo os bloqueios desde ontem, impedindo o transporte de carga. “Se o diálogo não for possível, é preciso remover”, afirmou o ministro dos Transportes, César Borges.

O encontro das entidades com o governo foi coordenado pela ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, da qual participou o ministro dos Transportes. Nesta terça, ocorrem manifestações na Bahia, em Minas Gerais e no Espírito Santo, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. Os motoristas permitem a passagem apenas de ônibus, carros e motocicletas.

“As rodovias federais são vias públicas, onde não é possível você interditar essas vias públicas sob a pena da lei que está aí, salvaguardando o direito de ir e vir do cidadão brasileiro”, afirmou César Borges.

“O  País não pode estar vivendo a paralisação nas nossas rodovias, sejam federais ou estaduais, procurando trazer instabilidade e desabastecimento para o nosso País por conta de reivindicações que são impossíveis de serem atendidas”, acrescentou.

O ministro elencou como demandas “impossíveis de ser atendidas” o subsídio ao óleo diesel, o fim da cobrança dos pedágios e a criação de uma secretaria específica de transporte de cargas.

“O óleo diesel já é um combustível subsidiado, e falei sobre o pedágio, porque você vai contra contratos existentes e que devem ser mantidos, porque a concessão é efetivamente um caminho para que possamos melhorar e duplicar nossas rodovias”, explicou. “Criar uma secretaria para esse assunto já tendo o Ministério dos Transportes, acho que não tem nenhuma razoabilidade”.