Manifestantes se reúnem com Henrique Alves e assistem sessão do Senado

Cerca de 15 manifestantes se reuniram nesta quarta-feira com o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), a quem entregaram uma carta com as demandas do movimento. Após a breve reunião, eles se dirigiram para as galerias do plenário do Senado, onde estão sendo votados projetos de interesse dos manifestantes, como o que torna a corrupção crime hediondo.

Além desse projeto de lei, os manifestantes também pedem que o Congresso arquive o projeto de lei 728/2011, que trata sobre a definição de atos terroristas. Segundo os manifestantes, a proposta restringiria a manifestação popular no período de Copa do Mundo e Copa das Confederações, já que os protestos seriam considerados atos terroristas. O projeto, no entanto, afirma que serão classificados como terroristas aqueles que provocarem ou difundirem pânico ou terror generalizado, ofensa à integridade física das pessoas por motivos variados (ideologia, religião, política, preconceito racial, étnico ou xenófobo).

Eles também pedem o fim do voto secreto. A proposta de emenda à Constituição que determina voto aberto nos processos de cassação de mandatos foi aprovada hoje pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara e ainda deve passar pelos plenários da Câmara e do Senado. As demandas seguem e pedem mais investimentos em educação, segurança e saúde, melhorias imediatas no transporte público e a formação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar os gastos com a Copa do Mundo.

Na carta entregue a Alves, eles falam pelo povo brasileiro e afirmam que ainda há outras demandas. "Entretanto, tomou-se a consciência de que não é possível solucionar de forma instantânea todas as mazelas do Brasil, razão pela qual exigimos que sejam tomadas providências imediatas quanto aos assuntos citados", finalizam os manifestantes.