Protesto em Porto Alegre deixa 14 feridos e 25 lojas depredadas

Pelo menos 14 pessoas ficaram feridas no confronto entre manifestantes e polícia durante o protesto em Porto Alegre (RS) na noite de quinta-feira. O balanço parcial da Brigada Militar (BM) divulgado na manhã desta sexta-feira também traz 25 lojas depredadas, 10 saques e três prédios públicos danificados. Cerca de 20 mil participantes participaram do ato na capital gaúcha. 

O comandante-geral da Brigada Militar (BM), coronel Fábio Duarte Fernandes informou que o objetivo da minoria de vândalos era colocar fogo em vários pontos da cidade. Com as medidas preventivas, no entanto, a Polícia Civil - por meio de uma mandato de busca e apreensão - encontrou em uma residência, no início da tarde, materiais de confecção de bombas molotov. 

Segundo o comandante, a manifestação ocorria pacificamente quando uma minoria começou a arremessar pedras nos policiais. "Isso nos obrigou a adotar medidas preventivas com relação a postos de gasolina próximos aos alvos designados pelos depredadores. Nossos efetivos sofreram ações desses depredadores quando se depararam com a tropa de choque, na área da Polícia Federal próximo à Ipiranga. Tivemos que agir em função das pedras arremessadas e das bombas de molotov. Foi uma reação da Brigada em relação a essa postura dos depredadores", considerou.  

O coronel Fernandes também disse que alguns manifestantes ficaram indignados com os saques promovidos por um grupo que participava do protesto e tentaram dissuadi-los da ação. Ele também avaliou como positiva a atuação da BM durante o protesto. "Fizemos frente a essas ações, que foram bastante violentas, bastante complexas, porque a massa de manifestantes totaliza 20 mil pessoas, massa muito grande. E a se concluir pelo número de pessoas presas e feridas, até agora não temos registro de nenhuma pessoa gravemente ferida, entendemos que a BM agiu de maneira correta."