Após uma nova onda de destruição e violência durante um protesto contra a tarifa do transporte público em São Paulo, o cerco em torno dos manifestantes que têm cometido atos de vandalismo vai apertar. O aviso foi dado pelo secretário de Segurança Pública do Estado, Fernando Grella, em entrevista ao Bom Dia SP nesta quarta-feira.
Na noite de ontem, um grupo tentou invadir a prefeitura, depredou prédios, incendiou um veículo de emissora de TV e saqueou lojas no centro. "Vamos empregar Choque (Tropa de Choque da Polícia Militar) e Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar, também da PM) contra vândalos e criminosos", alertou, informando que ontem mesmo foi solicitado à Polícia Civil a instauração de inquérito para, através das imagens, identificar as pessoas. "Pedimos urgência porque é indispensável que essas pessoas sejam identificadas", considerou.
Durante a confusão ontem, a polícia levou quase três horas para chegar na região da prefeitura e reprimir a violência. De acordo com o secretário, não houve demora na ação da PM. “A polícia atuou e procurou intervir no momento certo para não atingir pessoas que estavam ali para se manifestar pacificamente", garantiu, ressaltando que o que se viu foi uma atuação isolada de baderneiros.
“Todos puderam ver que grande parte dos manifestantes tentaram impedir os atos de vandalismo", ressaltou, informando que 63 pessoas foram detidas e que o movimento procurou o comando da polícia. “Liderança pressupõe também responsabilidades. Esperamos que venham a público condenar a violência e o vandalismo", analisou o secretário. “Estaremos à disposição dos líderes para conversar”, completou.