Felipão minimiza papel da Seleção em protestos: "não interferimos"

Luiz Felipe Scolari foi abordado sobre a onda de manifestações populares no Brasil, nesta terça-feira, em Fortaleza. O treinador da Seleção, entretanto, evitou a quase todo instante qualquer tipo de posicionamento mais direto. Em suma, declarou que sua equipe tem papel reduzido dentro desse contexto. Negou ainda a possibilidade de que a população possa se voltar contra a Seleção em algum momento da Copa das Confederações.

"No que podemos interferir? Trabalhamos em um setor que pode barrar ou abrir as portas para alguém? Outras áreas devem manobrar de acordo com o que acham mais correto", disse Felipão com alguma provável menção ao governo, na véspera de partida contra o México, no Estádio Castelão. "O que temos que fazer é o nosso trabalho. Podemos ver, assistir, ter opiniões, mas não interfere no nosso trabalho", acrescentou, para falar sobre alguma possível reação adversa.

"A Seleção é do povo. Somos povo. Acho que estamos dando ao povo e aos torcedores aquilo que eles mais querem. Ou seja, que (a Seleção) vá crescendo e possa empolgar, realmente representar o Brasil na área futebolística de acordo com os anseios da população", afirmou Luiz Felipe Scolari. 

Ainda sobre o relacionamento com o povo, o treinador também falou sobre treinos abertos ou fechados para os torcedores. Na segunda-feira, uma aglomeração de cerca de 4 mil cearenses se formou no Estádio Presidente Vargas. Felipão solicitou insistentemente para que os portões se abrissem, o que quebrou protocolo da Fifa. 

"Tem normas que nos são impostas, não são nossas, e conseguimos a não ser brigando. Na medida do possível tentamos uma aproximação muito maior nossa e das pessoas nos nossos treinamentos", explicou.