David Luiz defende protestos e se preocupa com Brasil: "temos coração"

Zagueiro do Chelsea e, portanto, morador de Londres, na Inglaterra, David Luiz se disse preocupado com o Brasil nesta terça-feira. E o atacante Hulk afirmou que espera melhoras. Em um raro momento em que os jogadores da Seleção Brasileira se posicionaram de forma mais direta, David Luiz defendeu a onda de protestos e manifestações pelo país. Negou, porém, que os episódios em diversas cidades possam influenciar a Seleção. 

"A nível profissional não nos tira o foco", afirmou ele em entrevista. "Sabemos do que lutamos para estar aqui. Em nível pessoal nos preocupa, porque temos coração e somos brasileiros", emendou David Luiz. Segundo ele, importante é que as manifestações ocorram sem violência.

"Estou me posicionando, tenho minha opinião. Deve ser pacífica. Todos têm o direito de se expressar se não estão felizes. Só dessa forma a gente vai consertar os erros e tem tudo para crescer, ser (um Brasil) cada vez melhor. (...) Sou brasileiro, vivo fora, mas é o meu país. Sempre espero o melhor. Sou a favor de uma manifestação pacífica, sem violência. Basta o brasileiro estar unido e demonstrar o que tem".

Em Brasília, por exemplo, o entorno do Estádio Nacional Mané Garrincha foi marcado por uma série de protestos durante as horas que antecederam a abertura da Copa das Confederações, no último sábado. David Luiz, porém, lembrou que as arquibancadas demonstraram apoio à Seleção - embora, valha ser lembrado, eram públicos distintos.

"Fico feliz que a manifestação foi positiva dentro de campo, nos empurrando. Fora de campo eu sempre digo que o brasileiro tem o direito de se expressar. A gente faz o nosso trabalho, mas não deixa de ter coração". Já o atacante Hulk declarou esperar um Brasil melhor a partir dos protestos. "Sou a favor. Até porque, com as manifestações, o País precisa melhorar cada vez mais", afirmou.

Além das manifestações nos entornos dos estádios da Copa das Confederações, diversas cidades pelo País tiveram passeatas com as mais diversas cobranças, especialmente pelos altos investimentos na organização do Mundial. Em algumas cidades como o Rio de Janeiro, que teve 100 mil pessoas no protesto, atos de vandalismo e confrontos com a polícia ocorreram.