SSP se reúne com manifestantes para acordo sobre protesto desta 2ª em SP

Está marcada para às 10h desta segunda-feira uma reunião entre representantes da Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Estado de São Paulo e do Movimento Passe Livre. De acordo com o responsável pela pasta, Fernando Grella Vieira, o objetivo do encontro é garantir que a nova manifestação contra o aumento das passagens na capital paulista, marcada para o fim da tarde de hoje, seja realizada pacificamente. 

"Queremos que os manifestantes exerçam seu direito de expressar, de protestar e também queremos assegurar a partir desta reunião que as pessoas que trabalham e que estudam possa o fazer da melhor maneira possível", afirmou Vieira em entrevista coletiva no domingo. Ele também informou que o comando da Polícia Militar participará da reunião. 

De acordo com a SSP, o encontro tentará organizar um trajeto a ser utilizado na manifestação para que "população não saia prejudicada" e possa ser alertada com antecedência. "São Paulo é uma cidade livre e em que se pode exercer a cidadania. São Paulo não quer violência, os paulistanos, mesmo os que não participam do movimento, não querem que se repitam os fatos da semana passada", ressaltou o secretário.

As autoridades de São Paulo afirmaram no domingo que a polícia não usará gás lacrimogêneo ou balas de borracha para reprimir os protestos, com o objetivo de evitar os enfrentamentos da última quinta, quando dezenas de manifestantes ficaram feridos, além de vários jornalistas e fotógrafos que trabalhavam no local. Além disso, foi informado que ninguém será preso por levar consigo recipientes com vinagre. 

A repressão policial gerou uma onda de críticas da imprensa e de diversos setores políticos, que condenaram os métodos usados pelas autoridades para conter as manifestações.

Além de São Paulo, novas manifestações foram convocadas para esta segunda-feira nas cidades do Rio de Janeiro, Recife, Goiânia, Campinas, Florianópolis, Cascavel, Belém, Vitória, Niterói, Sorocaba, entre outras, sob o lema: "A luta se nacionalizou".

O protesto atingiu dimensões internacionais, e muitos brasileiros que moram no exterior se organizaram através das redes sociais para convocar manifestações em pelo menos 28 cidades das Américas e da Europa. No domingo, foram realizados atos de apoio em Berlim (Alemanha), Dublin (Irlanda), Boston (Estados Unidos) e Montreal (Canadá). As demais manifestações devem ser realizadas no decorrer desta semana.