SP: quatro detidos foram transferidos para Tremembé

Quatro manifestantes detidos nesta quinta-feira, nos protestos contra o aumento da tarifa da passagem do transporte público em São Paulo, foram encaminhados para a penitenciária de Tremembé-II, no interior de São Paulo, na tarde desta sexta-feira.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo, o operador de marketing Vanderson de Souza, 18 anos, o técnico em informática Thiago Schutz Stone, 27 anos, o serigrafista Anderson Vicente dos Santos, 25 anos, e José Roberto Ferreira Militão responderão pelos crimes de formação de quadrilha, incitação ao crime e dano qualificado.

Ao todo, 232 pessoas foram presas durante o protesto desta quinta-feira. A grande maioria, porém, foi liberada e apenas os quatro seguem presos. 

Cenas de guerra nos protestos em SP

A cidade de São Paulo enfrenta protestos contra o aumento na tarifa do transporte público desde o dia 6 de junho. Manifestantes e policiais entraram em confronto em diferentes ocasiões e ruas do centro se transformaram em verdadeiros cenários de guerra. Enquanto policiais usavam bombas e tiros de bala de borracha, manifestantes respondiam com pedras e rojões.

Durante os atos, portas de agências bancárias e estabelecimentos comerciais foram quebrados, ônibus, muros e monumentos pichados e lixeiras incendiadas. Os manifestantes alegam que reagem à repressão opressiva da polícia, que age de maneira truculenta para tentar conter ou dispersar os protestos.

Segundo a administração pública, em quatro dias de manifestações mais de 250 pessoas foram presas, muitas sob acusação de depredação de patrimônio público e formação de quadrilha. No dia 13 de junho, vários jornalistas que cobriam o protesto foram detidos, ameaçados ou agredidos.

As passagens de ônibus, metrô e trem da cidade de São Paulo passaram a custar R$ 2,20 no dia 2 de junho. A tarifa anterior, de R$ 3, vigorava desde janeiro de 2011.

Segundo a administração paulista, caso fosse feito o reajuste com base na inflação acumulada no período, aferido pelo IPC/Fipe, o valor chegaria a R$ 3,40. "O reajuste abaixo da inflação é um esforço da prefeitura para não onerar em excesso os passageiros", disse em nota. 

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), havia declarado que o reajuste poderia ser menor caso o Congresso aprovasse a desoneração do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) para o transporte público. A proposta foi aprovada, mas não houve manifestação da administração municipal sobre redução das tarifas.