Alckmin condena violência e diz que abusos da PM serão investigados

Já o prefeito Fernando Haddad disse que a PM não observou protocolos

Em entrevista à GloboNews, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, informou que a Corregedoria da PM vai apurar a ação da tropa de choque no protesto da noite de quinta-feira contra o aumento da tarifa do transporte coletivo. "É dever da polícia proteger a população e garantir o direito de ir e vir e preservar o patrimônio público e privado. Ontem 48 ônibus foram destruídos ou pichados, destruição de lojas e metrô", disse. 

"Temos de garantir tranquilidade às famílias. Esse é o dever da polícia. Abuso já está sendo investigado. Não temos compromisso com o erro de qualquer lado. Mas queria destacar o caráter político do movimento que ocorre nas principais capitais do país e inclusive em cidade que não teve aumento de tarifa, sempre com a violência", ressaltou.

Mais cedo, o prefeito Fernando Haddad (PT) também tinha comentado a manifestação e disse que, pelas imagens veiculadas pela imprensa e pelos relatos que ouviu, os policiais deixaram de 'observar os protocolos'.

"A polícia segue protocolos. Quando o protocolo é obedecido, as coisas caminham bem. No dia de ontem, segundo as imagens e os relatos, parece que esses protocolos não foram observados, razão pela qual a Secretaria da Segurança determinou a investigação", afirmou Haddad também em entrevista à GloboNews. “Evidentemente que estamos todos impactados com as imagens do dia de ontem”, disse o prefeito.

Já o secretário de Segurança Pública, Fernando Grella, defendeu a ação da PM no protesto. "A atuação da polícia foi correta e nós temos o compromisso de esclarecer todos os casos de abuso", afirmou.