Anac termina inspeção para Copa das Confederações 

Operação levantará condições dos aeroportos às vésperas do torneio

A inspeção no aeroporto de Brasília, nesta quarta-feira (12), foi a última da operação especial da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para a Copa das Confederações. Iniciada na quinta-feira da semana passada (6), as fiscalizações passaram também pelos principais aeroportos das cidades-sede do torneio da Fifa: Belo Horizonte, Salvador, Rio de Janeiro, Fortaleza, Brasília, Recife e São Paulo, que apesar de não participar do roteiro da competição, é considerado uma porta de entrada para os turistas estrangeiros.

O relatório final da agência, com o resultado das avaliações, só será divulgado no final da semana, mas na visita feita ao Rio de Janeiro, o diretor-presidente da Anac, Marcelo Guaranys fez comentários sobre os aeroportos cariocas. O aeroporto internacional Tom Jobim foi considerado preparado para receber os turistas de forma adequada, tanto em relação à estrutura quanto à operacionalidade.

Já no caso do Santos Dummont, Guaranys explicou que o aeroporto precisa de um plano de contingência para melhorar a segurança dos passageiros. A fim de solucionar essa situação, a própria Anac está elaborando um plano para que os serviços sejam melhorados. Outra questão apontada é a falta de comunicação e a transmissão falha de informações dentro do terminal, que são justamente os principais problemas nos terminais brasileiros, segundo avaliação da agência.

Os aeroportos de Brasília e Fortaleza receberam  elogios dos diretores e inspetores técnicos. O funcionamento dos dois foi considerado satisfatório, com estrutura adequada para suportar a demanda durante a Copa das Confederações. O torneio teste para a Copa do Mundo fomentou uma atenção especial para os terminais brasileiros, fazendo com que a Anac ministrasse treinamentos especiais para voluntários e servidores da Infraero.

Durante a competição, cerca de 220 servidores estarão atuando nos aeroportos das cidades-sede e de São Paulo para fiscalizar a prestação do serviço de transporte aéreo de passageiros, bem como melhorar a comunicação, prestando informações sobre seus direitos e deveres, e acompanhar as operações aeroportuárias durante o evento. Em alguns aeroportos, o trabalho das equipes será desempenhado 24h, como no Galeão, Guarulhos e Brasília.