Investimento público na educação representa 6,1% do PIB, diz governo

Indicadores educacionais apresentados nesta sexta-feira pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) mostram que a atual taxa de investimento do governo em educação é de 6,1% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todas as riquezas geradas no país). O ano base do número é 2011.

Entidades ligadas ao setor cobram que o Plano Nacional da Educação (PNE), que prevê metas para melhorar o ensino no Brasil até 2020 e que tramita no Congresso Nacional - contemple um investimento mínimo de 10% do PIB na área, o que é considerado um percentual elevado pelo governo.

Segundo o MEC, ao longo da primeira década do século, houve uma tendência de elevação no investimento educacional. Em 2000, o percentual era de 4,7% do PIB. "Tem havido um crescimento significativo do esforço do Estado brasileiro por habitante na educação", avaliou o ministro da Educação, Aloizio Mercadante.

Para o MEC, entende-se por investimento público total o que é gasto em escolas e universidades da rede pública, subsídio do financiamento estudantil e outros gastos com programas educacionais, como o Ciência sem Fronteiras ou o Universidade para Todos (Prouni).

Ao fazer um recorte do investimento público direto, isto é, nas instituições de ensino da rede pública, o aumento proporcional ao PIB foi mais expressivo. Partiu de 3,9% (2000) para 5,3% (2011) da soma das riquezas produzidas no Brasil.

Para o mesmo período de comparação, o investimento público direto por estudante subiu de R$ 1,9 mil para R$ 4,9 mil entre 2000 e 2011, já corrigida inflação do período. Proporcionalmente o maior aumento foi na educação infantil, que passou de R$ 1,8 mil por aluno para R$ 3,7 mil.