Condenado, Maluf critica Jersey e elogia 'isenção' da Justiça brasileira

Após ser condenado a devolver R$ 60 milhões aos cofres da cidade de São Paulo, o ex-prefeito Paulo Maluf (PP) criticou a Justiça do paraíso fiscal britânico da Ilha de Jersey, responsável pela sentença, e exaltou a "isenção" brasileira: "a diferença entre a Justiça brasileira e a de outros países é que no Brasil cumpre-se a lei e a Constituição, assegurando-se a todos o amplo direito de defesa. A Justiça brasileira é isenta e não julga sob pressão de ninguém", diz nota da assessoria do político, repercutida no jornal Folha de S. Paulo desta terça-feira.

Diferentemente da ilha britânica, que em menos de quatro anos proferiu a sentença do caso Maluf, a Justiça brasileira abriga há dez anos uma ação de improbidade sobre o mesmo assunto. 

Em ambos os casos, foram usadas as mesmas provas apresentadas pelo Ministério Público de São Paulo no processo da 4ª Vara da Fazenda Pública, iniciado em 2004, que indicam que Maluf desviou para o exterior verbas de obras viárias tocadas por sua gestão na Prefeitura de São Paulo, entre 1993 e 1996.