Mais quatro pessoas foram presas por suspeita de envolvimento na adulteração do leite no Rio Grande do Sul com o uso de água e ureia. Entre os detidos pelo Ministério Público (MP) na segunda fase da Operação Leite Compen$ado está o vereador de Horizontina, Larri Lauri Jappe (PDT). A investigação aponta que o grupo adulterou 120 mil litros de leite em três meses.
Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de prisão e seis de busca e apreensão na região de Rondinha e Três de Maio. Além do vereador, foram presos dois empresários e um motorista de uma das empresas que fazia o transporte do produto. As prisões foram efetuadas entre a noite de terça e a manhã desta quarta-feira.
Na primeira fase da operação, o MP já tinha solicitado o mandado de prisão para Jappe, mas o pedido foi negado. Na empresa do vereador, a polícia apreendeu no início do mês documentos, dois caminhões e 59 sacos de ureia. Foram encontradas ainda pela receita estadual notas fiscais de procedência duvidosa.
Agora, uma conversa telefônica revelou que havia a possibilidade de fuga do parlamentar. "Se pretear nós te atravessamos para a Argentina", disse o advogado de Jappe no diálogo interceptado. O MP informou que o vereador tinha conseguido recursos do Ministério da Agricultuta para ampliar a cooperativa de leite. Ele já é investigado pelo próprio MP porque teria reformado fusca por R$ 18 mil com dinheiro da prefeitura.
Também foi solicitado um novo pedido de prisão para o veterinário Daniel Villanova, preso na primeira fase da operação. Segundo o MP, ele comprava leite de uma cooperativa que enviava o produto adulterado para o Paraná. Mesmo com a detenção do veterinário, o esquema seguiria funcionando.