Vereador e mais três são presos na 2ª fase da Operação Leite Compen$ado

Investigação aponta que o grupo adulterou 120 mil litros de leite em três meses

Por Daniel Favero

Mais quatro pessoas foram presas por suspeita de envolvimento na adulteração do leite no Rio Grande do Sul com o uso de água e ureia. Entre os detidos pelo Ministério Público (MP) na segunda fase da Operação Leite Compen$ado está o vereador de Horizontina, Larri Lauri Jappe (PDT). A investigação aponta que o grupo adulterou 120 mil litros de leite em três meses.

Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de prisão e seis de busca e apreensão na região de Rondinha e Três de Maio. Além do vereador, foram presos dois empresários e um motorista de uma das empresas que fazia o transporte do produto. As prisões foram efetuadas entre a noite de terça e a manhã desta quarta-feira. 

Na primeira fase da operação, o MP já tinha solicitado o mandado de prisão para Jappe, mas o pedido foi negado. Na empresa do vereador, a polícia apreendeu no início do mês documentos, dois caminhões e 59 sacos de ureia. Foram encontradas ainda pela receita estadual notas fiscais de procedência duvidosa.

Agora, uma conversa telefônica revelou que havia a possibilidade de fuga do parlamentar. "Se pretear nós te atravessamos para a Argentina", disse o advogado de Jappe no diálogo interceptado. O MP informou que o vereador tinha conseguido recursos do Ministério da Agricultuta para ampliar a cooperativa de leite. Ele já é investigado pelo próprio MP porque teria reformado fusca por R$ 18 mil com dinheiro da prefeitura.

Também foi solicitado um novo pedido de prisão para o veterinário Daniel Villanova, preso na primeira fase da operação. Segundo o MP, ele comprava leite de uma cooperativa que enviava o produto adulterado para o Paraná. Mesmo com a detenção do veterinário, o esquema seguiria funcionando.