PMs acusados de chacina têm prisão preventiva decretada

A Justiça de São Paulo decretou a prisão preventiva de cinco policiais militares acusados de matar sete pessoas e ferir duas durante uma chacina no bairro do Campo Limpo, zona sul da capital, em janeiro deste ano. Os acusados estavam presos temporariamente desde o dia 24 de janeiro deste ano.

Adriano Marcelo do Amaral (sargento), 40 anos; Carlos Roberto Alvarez (soldado), 38 anos, Patrícia Silva Santos (cabo), 36 anos; Gilberto Eric Rodrigues (soldado), 25 anos, e Fábio Ruiz Ferreira (soldado), 29 anos, respondem por homicídio qualificado e tentativa de homicídio. Os policiais Luis Paulo Ushoas Ungur e Sandro Andrey Alves respondem em liberdade pelo crime de fraude processual, devido à alteração da cena do crime. A Justiça determinou ainda que outros três policiais militares, que estavam presos temporariamente, fossem colocados em liberdade.

O crime

Sete pessoas morreram e outras duas ficaram feridas após serem baleadas na noite de 4 de janeiro deste ano num bar no Jardim Olinda, região de Campo Limpo, na zona sul de São Paulo. Policiais militares foram chamados para atender a ocorrência, e, no local, constataram algumas vitimas já mortas, na entrada e atrás do balcão do bar.

Um adolescente chegou a ser levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Outras duas vítimas foram socorridas e sobreviveram.  O caso havia sido registrado como homicídio qualificado no 89º DP (Morumbi).