SP: defesa de atropelador de ciclista pede habeas-corpus para acusado

A defesa do estudante de Psicologia Alex Siwek, 21 anos, que atropelou o limpador de vidros David Santos Souza, 21 anos, que andava de bicicleta a caminho do trabalho na avenida Paulista, em São Paulo, deu entrada com um pedido de habeas-corpus no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) na tarde desta terça-feira. O universitário está preso desde o dia 10 deste mês, depois de se entregar à polícia após jogar o braço da vítima –amputado no acidente – em um córrego na avenida Doutor Ricardo Jafet. 

Segundo o TJ, o habeas-corpus foi recebido nesta tarde e já foi encaminhado para o desembargador Breno Guimarães, da 12ª Câmara do TJ-SP. Breno é o desembargador que negou nesta terça-feira o pedido do Ministério Público Estadual (MPE) para que Siwek fosse julgado pelo crime de tentativa de homicídio com dolo eventual, e não lesão corporal, como argumenta a defesa. 

De acordo com o advogado da vítima, Pablo Naves Testoni, caso o desembargador entenda que há urgência em decidir sobre a liberação de Siwek - para que ele responda ao proceso em liberdade -, ele pode ser liberado já nesta semana. Caso contrário, o pedido passará por análise do colegiado do TJ e pode demorar de 15 a 30 dias para ser definido. 

Enquanto aguarda a decisão do pedido de sua defesa, Alex segue preso na penitenciária de Tremembé II, onde está desde o dia 14, depois de ser transferido do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Osasco.

O acidente

David ia de bicicleta para o trabalho na madrugada de 10 de março quando foi atropelado por Alex e teve parte de seu braço amputado. Após o acidente, o universitário fugiu do local sem prestar socorro à vítima, com o braço do limpador de vidros dentro de seu carro. Ele ainda jogou o membro em um córrego próximo à avenida Doutor Ricardo Jafet. 

Depois de se entregar à polícia, o estudante se negou a fazer exame de bafômetro, de sangue e urina, e só realizou o exame clínico no Instituto Médico Legal (IML) às 11h21, mais de cinco horas depois do acidente. 

Testemunhas disseram que Alex apresentava sinais de embriaguez, e que ele dirigia em alta velocidade pela avenida Paulista, cortando os outros veículos, antes de atropelar David.