Apesar da popularidade do governo, saúde e segurança têm desaprovação  

Apesar de a aprovação do governo e a aprovação pessoal da presidente Dilma Rousseff estarem em seus maiores patamares, com 63% e 79% respectivamente, os 2.002 eleitores ouvidos pela pesquisa CNI/Ibope ainda desaprovam serviços públicos básicos como saúde e segurança pública. Indicadores econômicos como taxa de juros e impostos também são motivo de insatisfação dos entrevistados.

De acordo com a pesquisa, 67% dos eleitores não aprovam a saúde no País. Segurança pública vem como a segunda área menos popular, com 66% de desaprovação. No outro extremo, a população está mais satisfeita com o combate à fome e à pobreza (64% de aprovação), com o meio ambiente (57% aprovam) e o combate ao desemprego (aprovação de 57%).

Considerada por críticos como antecipação de campanha, o anúncio do aumento do Bolsa Família para beneficiários cadastrados nos programas sociais do governo ganhou projeção com a presença da presidente e a campanha foi desenvolvida pelo marketeiro João Santana. O anúncio ocorreu pouco antes do período da pesquisa, realizada na primeira quinzena de março.

Carro-chefe do governo, as medidas econômicas ainda não obtiveram grande aprovação dos entrevistados. A taxa de juros é desaprovada por metade dos eleitores ouvidos pela pesquisa. Hoje, a taxa básica de juros (Selic) está em 7,25% e o governo chegou a intervir no sistema bancário para que a taxa aplicada ao consumidor fosse reduzida.

Os impostos também são alvo de impopularidade. Do total, 60% desaprova os tributos no País. A pesquisa foi realizada no período em que a própria presidente Dilma Rousseff usou a cadeia de rádio e televisão para anunciar que reduziria a zero todos os impostos federais sobre os itens da cesta básica.

O anúncio pode ter revertido um cenário de maior impopularidade em relação à pesquisa anterior. Em dezembro do ano passado, a impopularidade da população com os impostos era de 65%.