Dilma não acredita que o novo Papa mudará questões polêmicas  

A presidente Dilma Roussef afirmou nesta segunda-feira, em Roma, que não acredita que o papa Francisco irá mudar questões polêmicas dentro da Igreja, como o casamento entre pessoas do mesmo sexo ou o aborto. “Não me parece que seja um tipo de papa que vai defender esse tipo de posição”, disse a presidente.

Dilma também afirmou que a postura do novo papa Francisco em relação aos pobres é “importante”, mas que “o mundo pede hoje, além disso, que as pessoas sejam compreendidas e que as opções diferenciadas das pessoas sejam compreendidas.” Antes, ela tinha lembrando que, apesar de o Brasil ser de maioria católica, é um país “multireligioso”.

A presidente brasileira acha que a escolha de Jorge Mario Begoglio para liderar a Igreja Católica também terá um impacto político para a América Latina. Dilma disse ter gostado do novo Pontífice, afirmando que “ele tem um papel a cumprir”. Sobre o fato de o eleito não ter sido um brasileiro - dom Odilo Scherer era apontado como um dos favoritos durante o Conclave - a presidente disse que ter um Papa latino-americano é uma honra.

As declarações da presidente foram dadas durante uma visita que ela fez ao museu Scuderie del Quirinale, no centro de Roma, onde viu uma exposição do pintor renascentista italiano Ticiano.

Dilma está em Roma para participar da missa de inauguração do papado de Francisco, que acontece às 9h30 (5h30 de Brasília), do dia 19 (terça-feira). Em seguida, ela tem uma reunião breve e particular com o Papa. Segundo assessores da Presidência da República, ela ficará apenas alguns minutos com o Papa, no dia 19.