SC: suspeito de integrar facção é preso por envolvimento em ataques

Uma operação da Polícia Militar prendeu na noite de quarta-feira em Laguna (SC) um suspeito de integrar a facção criminosa Primeiro Grupo Catarinense (PGC) e ter relação com os atentados que ocorrem no Estado desde o último dia 30 de janeiro. O homem era foragido da Unidade Prisional Avançada de Laguna (UPA) e suspeito de ter cometido vários homicídios na cidade de Tubarão.

Na residência onde ocorreu a ação também foram detidos três adolescentes - dois deles foragidos da Delegacia do Menor de Tubarão. Também foram apreendidas 7 mil pedras de crack e armas. Entre elas, uma pistola de calibre nove milímetros de uso restrito das Forças Armadas e uma pistola Taurus calibre 380. 

A polícia catarinense investiga se as quatro novas ocorrências de incêndio registradas na madrugada de hoje têm relação com a onda de violência. O primeiro foi registrado em Brusque, às 0h13, no bairro Steffen. Segundo uma testemunha, dois homens colocaram fogo em um Jeep Javali que estava estacionado ao lado de uma oficina. O proprietário da oficina e responsável pelo veículo conseguiu apagar as chamas que causaram danos parciais na parte traseira do automóvel. 

Cerca de 15 minutos depois, policiais militares foram chamados para atender um princípio de incêndio em um ônibus de transporte coletivo, estacionado em frente à casa do proprietário, no bairro Iririu, em Joinville. O fogo foi causado por uma garrafa com combustível e provocou danos em um dos pneus traseiros e na lateral do veículo. Uma testemunha afirmou ter visto três jovens, em duas bicicletas, vestindo bermudas e camisetas com capuz. Eles se aproximaram e jogaram uma garrafa com fogo contra o ônibus e fugiram.

Em Blumenau, às 5h, um veículo foi incendiado em uma revenda de automóveis às margens da BR-470. No local foi encontrada uma garrafa plástica, possivelmente utilizada para iniciar o incêndio.

Meia hora depois, em Florianópolis, um automóvel VW Fusca foi destruído pelo fogo na estrada Rosália Paulina Ferreira, na Costa de Dentro. Segundo testemunhas, estaria abandonado no local há cerca de três dias. 

Segundo a Polícia Militar catarinense, na noite de terça-feira, pela primeira vez desde o início da onda de violência, não houve registro de nenhum episódio associado aos ataques nem de vandalismo. Desde 30 de janeiro, houve 113 ocorrências em 37 cidades.