SP: polícia investiga morte de bebê que teve a cabeça arrancada no parto

A Polícia Civil investiga a morte de um bebê que teve a cabeça arrancada durante o parto no Hospital Regional de Itanhaém, no litoral de São Paulo. De acordo com informações do 1º Distrito Policial da cidade, o feto já estava morto dentro do útero de sua mãe e aparentemente foi decapitada em decorrência do estado de decomposição de seu corpo.

O boletim de ocorrência foi registrado na última segunda-feira pela parturiente. Segundo o 1º DP, a mulher havia completado nove meses de gestação e vinha se queixando nos últimos dias que não sentia mais o bebê se mexer em seu ventre. Quando deu entrada no Hospital Regional, no último fim de semana, ela explicou isso ao médico, que tentou ouvir os batimentos do coração do feto, sem sucesso.

Diante do risco de o bebê já estar morto, o médico decidiu estourar a bolsa da gestante e induzir o parto. Ainda de acordo com o depoimento da mãe, o médico explicou que, dependendo da cor do líquido amniótico coletado, o bebê já estaria morto. "Ela disse que não chegou a ver o líquido, mas o médico confirmou para o marido dela que a criança estava morta já dentro do útero", disse um policial do 1º DP.

"E aí fizeram o procedimento para a retirada do bebê. E nessa operação de retirar um feto já morto, deslocaram a cabeça do pescoço. Ela (mãe) não soube explicar direitinho o que aconteceu, mas parece que a cabeça caiu. Tanto que depois ela pediu pra ver a criança e (a cabeça) estava costurada no pescoço", relatou o policial.

O delegado responsável pelo caso já solicitou à Justiça a exumação do corpo do bebê, que já foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). Segundo o 1º DP, o feto tinha 59 centímetros de comprimento e teria sofrido de falta de oxigenação. A mulher, entretanto, tenta entender o que teria provocado este problema e determinar se houve negligência médica. Procurada pelo Terra, a Secretaria Estadual de Saúde não havia se posicionado a respeito do caso até as 17h30.