Força de Segurança permanece em SC por tempo indeterminado

Florianópolis - As tropas da Força Nacional de Segurança ainda devem permanecer atuando junto a unidades prisionais de Santa Catarina por “tempo indeterminado”, conforme destacou o governador Raimundo Colombo (PSD).

Desde o início da nova onda de ataques, no dia 30 de janeiro, foram registradas 116 ocorrências, de acordo com os dados divulgados pela Polícia Militar. A chegada da Força Nacional de Segurança, no último dia 15 de fevereiro, e a prisão de 187 pessoas em ações da Polícia Civil local fizeram com que o número de ataques caíssem drasticamente.

Para Raimundo Colombo, nos dez dias com a presença da FNS a situação ficou mais tranquila, mas novas ações devem ser realizadas nos próximos dias. A exemplo do que ocorreu antes da chegada do auxílio, ele mantém o sigilo sobre o andamento das investigações sobre os atentados. Por outro lado, o governador não descarta a possibilidade de novas prisões e de novas transferências de detentos.

“Tem muita coisa acontecendo ainda, muitas coisas que vão continuar acontecendo e principalmente, muita coisa a acontecer nas próximas semanas”, disse. “Os trabalhos estão sendo realizados e a Força de Segurança permanece em Santa Catarina por tempo indeterminado”.

A transferência dos 40 supostos líderes e integrantes do chamado Primeiro Grupo Catarinense (PGC), ocorrida na madrugada do dia 16, foi a primeira ação desenvolvida pela Força Nacional de Segurança no Estado. Depois disso, as tropas vem atuando dentro dos presídios apontados como “foco” dos problemas”: São Pedro de Alcantâra, na região metropolitana, Joinville, Itajaí, Blumenau e Criciúma.

Todas as operações executadas vêm sendo mantidas em “sigilo” por “questões de segurança”. Colombo ainda apontou que ao mesmo tempo, autoridades de segurança do Estado continuam executando prisões.

Prisões 

Na última semana, dois dos principais suspeitos de serem mandantes dos atentados foram detidos em operações distintas da Polícia Civil.

Maykon Aurélio Saturnino, 29 anos, foi preso em um apartamento de luxo avaliado em R$ 1 milhão na região norte de Florianópolis. Outra ação de impacto foi a prisão ocorrida na última sexta-feira em Itajaí: Simone Saturnino, 31 anos, apontada como uma das líderes da facção PGC. Ela é esposa de “Rodrigo da Pedra”, um dos mais perigosos traficantes catarinenses, segundo a Polícia Civil. A mãe da jovem e outros dois irmãos estão entre os 187 detidos desde o início dos ataques.

Além da presença da Força Nacional de Segurança, outras ações estão sendo realizadas em Santa Catarina e devem continuar pelas próximas semanas, como a “Operação Divisas”, que vem aliando Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e militares nos patrulhamentos das fronteiras do Estado. Os agentes penitenciários flagrados praticando tortura contra detentos de Joinville, também foram afastados das funções e estão sendo investigados.